Nacional-Espiritualismo

Utilidade pública precede individual

Não ao Pacto Global da ONU para Migração

Um dos principais pilares do Estado Nacional é a preservação de seu espaço vital. Sem ele de nada adiantará obviamente formosos princípios constitucionais e honradas intenções morais e cívicas. À medida que um país deixe de controlar suas fronteiras e deva se submeter a um poder supranacional migratório, ele deixa de existir como nação soberana e passará automaticamente ao status de mero território para povoamento. A médio e longo prazo ele será apenas um território globalizado, sem espírito e cultura própria.

Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular

Nos dias 10 e 11 de dezembro próximo (2018), os países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) se reunirão em Marrakech, no Marrocos, para assinar o Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular. Segundo a própria ONU, o Pacto Global será um compromisso internacional concebido para que os países signatários lidem melhor com a questão da migração no mundo e todas suas dimensões em benefício de imigrantes e refugiados. Aqui destacamos nossa primeira crítica ao Pacto: ele apenas mira os benefícios para os imigrantes, porém, nunca analisa os eventuais malefícios aos países de destino destes.

Na divisão Refugees and Migrants da ONU, o leitor poderá se inteirar de todo processo burocrático que culmina com o evento deste ano, em Marrakech.

Conforme o próprio presidente Michel Temer afirmou na abertura da 73ª Assembleia Geral da ONU, em 25 de setembro de 2018, o diálogo e a solidariedade estão na origem do Pacto Global sobre Migração:

“Contam-se mais de 250 milhões de migrantes em todo o mundo. Trata-se de homens, mulheres e crianças que, ameaçados por crises que se prolongam, são levados a tomar a difícil e arriscada decisão de deixar seus países. É nosso dever protegê-los, e é esse o propósito do Pacto Global sobre Migração”.

Talvez o sr. Temer devesse ler com mais de atenção o texto da ONU. Apesar de logo no preâmbulo ele deixar claro seu caráter não vinculante (non-legally binding), a expressão “nós nos comprometemos….” (we commit…) aparece mais de 50 vezes no Pacto Global. Se ele tem caráter não vinculante, por que oras assiná-lo?

“Nós nos comprometemos…”

“Desenvolver e fortalecer a migração de mão de obra.” [Objetivo 6, 22 g] Desta forma a máquina de triturar capitalista pode se aproveitar de mão de obra barata, conforme sua necessidade.
“Incorporar as necessidades de saúde dos migrantes nas políticas e planos de saúde nacionais e locais, fortalecendo as capacidades de prestação de serviços, facilitando o acesso a preços acessíveis e não discriminatórios, reduzindo as barreiras de comunicação.” [Objetivo 15, 31 e] Ou seja, o contribuinte deve pagar pela saúde da mão de obra migrante e ao mesmo tempo ver seus salários reduzidos pela concorrência estrangeira!
“Eliminar todas as formas de discriminação e promover o discurso público baseado em evidências para moldar as percepções da migração,” [Objetivo 17] para reconhecermos “que é uma fonte de prosperidade, inovação e desenvolvimento sustentável em nosso mundo globalizado.” [Preâmbulo] Ou seja, fortalecer o discurso politicamente correto, mesmo quando a fenômeno migratório seja imposto, sem qualquer discussão com a sociedade.
“Decretar, implementar ou manter legislação que penalize os crimes de ódio e agravar os crimes de ódio direcionados aos migrantes.” [Objetivo 17, 33 a] Ou seja, qualquer crítica à política migratória ou aos próprios imigrantes será classificado como “crime de ódio” e os nacionalistas colocados fora de combate pela “força da lei”…
“Impedir a atribuição de financiamento público ou de apoio material a meios de comunicação que promovam sistematicamente a intolerância, a xenofobia, o racismo e outras formas de discriminação contra os migrantes.” [Objetivo 17, 33 c]

Nós nos comprometemos? Não, senhores burocratas da ONU! Vocês se comprometem em nosso nome! Vocês nos comprometem a ver a migração como algo exclusivamente positiva. Vocês nos comprometem a abrir nossas fronteiras para migrantes, além dos refugiados que já são acolhidos, e querem nos criminalizar se a coisa desandar! Tudo em prol dos interesses econômicos das grandes organizações.

Os costumeiros mecanismos para subverter a soberania dos povos

O texto a ser aprovado salienta seu caráter não vinculante e por diversas vezes ele reafirma a soberania dos países para determinar sua própria política migratória.

Não obstante, ele prega que a migração contribui para o desenvolvimento positivo descrito na Agenda 2030 para Desenvolvimento Sustentável. Afirma também que o Pacto Global é baseado nos Direitos Humanos.

Uma mudança duradoura?

Segundo Miroslav Lajčák, presidente da Assembleia Geral da ONU, até então “nós não tínhamos um instrumento para ajudar os governos a administrar este processo. Nós estávamos em um modo reativo”. Agora, não mais. O Pacto servirá, apesar de seu caráter não vinculante, como instrumento para promover a migração através das costumeiras ONGs financiadas, por exemplo, pela Open Society de George Soros.

Copiado do plano de Soros para migração em massa?

E eles agirão da seguinte forma: ao igualar o ato de migrar a um direito do homem, o Pacto municia as forças globalistas com a seguinte argumentação: como a migração faz parte dos Direitos Humanos e tais direitos estão ancorados em nossa Constituição Federal, logicamente teremos que aprovar leis nacionais que tornem obrigatória sua flexibilização. O acordo atual que será assinado em Marrakech apenas visa tranquilizar os incautos governantes a agirem de forma politicamente correta, mas prevê a adequada munição futura àquela força corrosiva que destrói a tradição e a essência dos povos há milênios.

Faltou o debate plural

Uma análise sensata do fenômeno migratório deveria englobar pelo menos três grupos: aqueles que permaneceram no país de origem, os migrantes e aqueles que residem no país de destino. Mas o pacto visa apenas a satisfazer os interesses de um único grupo: dos 250 milhões de migrantes internacionais.

Último obstáculo rumo ao Globalismo

O Pacto representa o último ato dos globalistas em direção a uma única sociedade mundial sem fronteiras, um mundo onde a força de trabalho é rotativa, as pessoas desenraizadas. É o último ato contra o Estado Nacional, contra a liberdade dos povos, contra a democracia.

Conclusão

O Brasil não deve assinar o Pacto Global para Migração. Assim como já perceberam os EUA, Hungria, Áustria, Austrália e Grécia, este acordo visa minar a soberania dos países membros através da subversão da respectiva jurisdição nacional. Através de ONGs internacionais fomentadas por “pilantropos”, das elitistas think tanks completamente desatreladas da realidade das massas, as fronteiras das nações deverão ser eliminadas, possibilitando assim vantagens estratégicas aos gafanhotos transnacionais, enfraquecimento do espírito de corpo do povo, aumento da criminalidade e de conflitos culturais.

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Informação

Este texto foi publicado em 19/11/2018 por and tagged .

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