Nacional-Espiritualismo

Utilidade pública precede individual

Questões econômicas para um novo Estado Nacional

A todas as respostas precede uma pergunta, a qual atende a determinação de pontos de vista e assunções subjetivas. Quando nos ocupamos com questões econômicas, nós deveríamos então esclarecer nosso ponto de vista. E aqui é importante frisar aquilo que não somos. Pois bem, nós não somos representantes do capitalismo ou do (neo) liberalismo ou do comunismo.

Nós não queremos uma economia do “controle total”, assim como não acreditamos na “mão invisível do mercado” como algo salutar para a regulamentação econômica. Nós representamos uma terceira posição que supera a aparente luta entre capitalismo e comunismo. Estas duas ideologias materialistas e internacionalistas, travestidas de “sistemas econômicos”, são para nós os dois lados de uma mesma moeda. Elas são sinônimos de um mundo sem fronteiras econômicas, de moeda única.

Ao contrário, nós queremos uma ordem econômica orgânica, voltada para nossa realidade. E o que isso quer dizer?

Pois bem, nós queremos uma estado nacional para todos os brasileiros em nosso território, respeitando a origem dos diferentes povos que formam nossa população. Oriundos de um passado recente, os imigrantes que aqui chegaram e ensinaram seus descendentes a trabalhar com afinco, sem prejudicar terceiros, que verteram seu sangue pela nova pátria, estes têm o direito de esperar um estado nacional justo e próspero para seus filhos.

Cada região do solo nacional tem sua identidade caracterizada pelo espírito, pelo sangue do respectivo povo que majoritariamente a colonizou. E o sangue desses povos agradece sua identidade (também) ao solo. E o que isso significa para nosso ordenamento econômico? Quem está convencido que nosso solo é nosso futuro, que ele carrega consigo a fonte de nosso povo (formado majoritariamente por elementos que dividem a mesma raça E um mesmo espírito), ele não o polui, mas sim mantém, preserva e cuida. Preservação consciente ao invés da cega busca pelo lucro, consumismo exacerbado e ganância financeira. Nós queremos manter uma respectiva região do Estado Nacional para cada povo formador da população brasileira, extraindo dela apenas aquilo necessário para sua subsistência. Nós sabemos que não é possível um eterno crescimento da economia – por isso queremos que ela seja regionalizada e adequada para cada povo, que assegure seu futuro e das gerações vindouras, e não o lucro dos conglomerados estrangeiros. Por isso é necessário uma economia planejada, que avalie, controle e dirija o desenvolvimento e os processos econômicos. Nós queremos fornecer aos agricultores melhores perspectivas para se estabelecerem e fomentar o crescimento das antigas corporações de ofício.

Em grandes extensões de nossa pátria foram cultivadas monoculturas que atendem às necessidades da globalização. Nós reivindicamos a mudança das áreas agrárias locais, regionais e nacionais para o multicultivo, uma cultura diversificada e frutífera para o povo e solo. Nós precisamos de cereais, frutas e verduras para alimentar nossa população, nossos povos, nossas famílias. Basta de infinitos canaviais e campos de soja! Contra a fragmentação agrária e a forçada desapropriação rural, queremos a proteção das famílias dos agricultores. Com isso evitamos também a crescente urbanização – o campo e as cidades devem estender as mãos – conscientes de suas semelhanças e antagonismos – em prol desta nação escolhida para criarmos nossos filhos, nosso Brasil! Algo semelhante queremos para nossos artesãos. Precisamos formar uma elite de mestres artesãos e aprendizes, com fundamentado conhecimento em cada área de ação, exercendo suas atividades com responsabilidade e conhecimento de causa. Não precisamos de produtos baratos de terras longínquas, produzidas por trabalhadores em regime de semiescravidão.

Conscientes das tradições particulares de cada um dos povos em terras brasileiras, teremos a base para o florescimento de nossa economia. O pensamento conservador significa aqui uma revolução contra tudo que é doente e fortalece as raízes (radicalizar) para tudo que é saudável. É a partir deste pensamento que nós queremos assegurar também os meios básicos de produção para nossa população. Queremos dizer com isso:

1. Tudo que a natureza forneceu ao brasileiro (rios, montanhas, florestas, lagos) pertence ao brasileiro. Quem tem a posse de parte disso, o faz apenas como administrador. Seu direito pode ser revogado pelo Estado.

2. O cidadão pode exercer qualquer atividade produtiva – ele é livre para isso – enquanto não provocar danos ao seu povo.

3. A indústria de base, assim como as empresas de interesse imediato da comunidade devem estar nas mãos do Estado. Paul Anton de Lagarde já escrevera que tudo que se refere a “todos”, deve pertencer ao Estado. O rompimento da escravidão pelos juros é a exigência que iremos levar à frente do movimento: nenhuma arrecadação de juros por parte de particulares, sejam pessoas privadas ou jurídicas, ou estrangeiros. Apenas o Estado, através de seus bancos, pode emprestar dinheiro aos cidadãos. A escravidão pelos juros já mostrou o que acontece na prática: a transferência das riquezas do trabalhador aplicado aos ricos; estes tornam-se mais ricos, e os pobres mais pobres. Basta disso!

Àquela parcela da população que realmente trabalha, devemos destinar uma considerável parcela dos resultados da economia nacional. O exemplo será estatuído; quem trabalha com afinco e honestamente, deve ser bem remunerado. Um salário justo para os trabalhadores “da testa e do punho” assegura o futuro das famílias e das novas gerações. Descendentes significam a perpetuação da espécie e, em termos econômicos, a manutenção da relação oferta e demanda em condições ideais. Nada seria mais desejado ao Estado Nacional do que a criação dos fundamentos financeiros, intelectuais e institucionais para a família. A família forma a menor célula do povo e, sendo assim, da economia. Na nova sociedade brasileira não deve haver mais lugar para agiotas e exploradores. Deve haver controle implacável sobre todos aqueles que queiram se enriquecer à custa de todos os outros; liberdade deve ser garantida àqueles que queiram trabalhar para sua família e seu povo. Para assegurar nossa independência política e monetária, queremos manter uma moeda condizente às características de cada povo-região, criando eventualmente moedas locais. Isso é necessário para transferir à moeda local a respectiva força produtiva, que pode ter diferentes níveis de acordo com a região. Apenas esta força produtiva pode ser avaliada como lastro monetário.

Para assegurar nossa economia e para proteção do custo de vida da população, somos a favor de medidas protecionistas. Elas servem para assegurar e ampliar o atendimento básico das necessidades dos brasileiros. Devemos nos orientar para manter e ampliar o poder de compra das famílias e, neste sentido, utilizar em benefício da coletividade toda a tecnologia conquistada pela humanidade até o presente momento. Renegamos o modelo imperialista de exploração de mão de obra barata no “terceiro mundo” e de mão de obra infantil. Não queremos mais o modelo atual do homo economicus e sim resgatar os conceitos de dignidade e honra. Cada um serve ao coletivo dentro de sua esfera de influência; somente assim podemos superar a luta de classes.

O lema é: coletivo precede individual!

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Este texto foi publicado em 28/02/2015 por .

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